Crônicas do Ódio



Eles violentaram a Mãe, a Terra, e a aprisionaram com correntes místicas. A Lua pegou fogo, e o Sol congelou. Nas veias do Mundo, sua seiva vital virou pó. Os oceanos ferveram de miasmas que coagularam até o céu. Rochas ficaram presas nos destroços de florestas mortas. Enquanto Ela se decompunha, suas criaturas, suas crianças, sobreviveram do jeito que puderam. Devorando-se umas às outras, rondando seus fétidos despojos, criando abominações. Devorando-a, fungos e outras formas adquiriram consciência.

Com o passar do tempo, algumas linhagens humanas cresceram assustadoramente, enquanto outras definharam, enfraqueceram, e facilmente viraram escravos. Esses homens “superiores” se nutriram dos outros, aumentando sua força, e lançaram suas tribos umas contra as outras numa guerra sem trégua. Até que uma tribo conseguiu se sobrepor às outras, e seu chefe assumiu a liderança e um título para si... Tirano.

Mas, apesar da queda, Ela não estava morta. Com a pouca força que lhe restava, ela atraiu Verme, o menor, o mais abjeto daquelas criaturas inferiores. Improvável salvador, através de magia e de inesperados aliados, Verme uniu o fio de seu destino ao dela. Se ele a libertar, o sangue dela provocará uma inundação que trará de volta a vibração da vida. E seu ódio transformará Verme em seu campeão, seu consorte, seu vingador... o esperado Deus! E é assim que começa a história criada por Adrian Smith.


                               
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